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O eucalipto é uma espécie exótica aclimatada no Brasil que ganhou grande importância econômica devido às suas múltiplas propriedades e usos. Atualmente é impossível pensar numa sociedade sem os produtos procedentes desta matéria prima, o que a torna extremamente importante e necessária e incentiva a produção frente a tal demanda.
A produção principal, destinada à fabricação de papel e celulose, cobre mais de três milhões de hectares em todo país, distribuídos principalmente nos Estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Paraná, onde se localizam as indústrias e suas respectivas fazendas. (SUZANO, 2006)
Como em outros cultivos em extensão, a expansão do eucalipto chama atenção pelo regime de monocultura e diminuição da diversidade de vida, mas é ainda mais controversa por levantar questões como o alto consumo de água e ressecamento do solo, a transformação da paisagem e da identidade cultural.
Por outro lado, economicamente, a cadeia produtiva do papel e celulose é extremamente viável, gera cerca de 4,1 milhões de empregos e é responsável por 4,5% do Produto Interno Bruto brasileiro. (SUZANO, 2006)
O Vale do Paraíba, ao mesmo tempo em que abriga as indústrias e recebe seus benefícios como empregos e infra-estrutura, também questiona seus impactos gerados na sociedade e no meio ambiente em que está inserido.
Em São Luís do Paraitinga ocorre um conflito de natureza política, econômica, cultural, social e ambiental em relação a atual expansão da produção de eucalipto no município. Segundo representantes locais, esta coloca em risco as tradições econômicas e culturais da cidade e deve ser controlada através de medida legislativa reguladora.
Contendo todos os atores envolvidos e a discussão já iniciada, São Luís do Paraitinga é um microcosmo para análise da eucaliptocultura, questão das mais polêmicas na agricultura atual.
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