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teoricamente, a natureza se afasta de nós, enquanto os signos da natureza e do natural se multiplicam, substituem ou suplantam a verdadeira ‘natureza’.
esses símbolos, produzem-se massivamente e se vendem. uma árvore, uma flor, um ramo, um perfume, uma palavra converteram-se em símbolos da natureza ausente, converteram-se em sua presença fictícia e ilusória. ao mesmo tempo, a naturalização ideológica se torna obsessiva. em toda publicidade, seja de produtos alimentícios ou têxteis, seja de moradias ou de férias, a referência à natureza é uma constante. todos os ’significados flutuantes’ que são utilizados pela retórica prendem-se a sua representação com o fim de dar-lhes sentido e conteúdo. aquilo que já carece de sentido pretende voltar a tê-lo utilizando o fetiche de ‘natureza’.
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