8 – 13 hz

O ritmo alfa é uma frequencia cerebral que, ao que tudo indica, funciona para a nossa percepção como uma onda portadora de ondas, uma espécie de fundo condutor (desaparece no sono profundo e é recoberto por outros ritmos quando a nossa atenção está solicitada, mas é particularmente marcado no eletroencefalograma – quando os olhos estão fechados mas em vigília, ou quando olhamos sem fixar o olhar).

Segundo Alain Daniélou, em sua Sémantique musicale, “o ritmo alfa parece ser de fato a base que determina o valor do tempo relativo e consequentemente todas as relações do ser vivo com o seu ambiente”. Segundo essa interpretação, ele seria o fator constante e subjacente, padrão vibratório que “condiciona todas as percepções”, funcionando como um sinal de sincronização que comandaria o andamento da nossa sensação do tempo.

José Miguel Wisnik – O som e o sentido

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O Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, aponta que o cultivo do eucalipto está em expansão nas cidades da bacia hidrográfica do Rio Paraíba.

Em entrevista ao jornal Valeparaibano de 11 de Junho de 2006, o coordenador regional da divisão de reservas e parques do Instituto Florestal, José Luiz de Carvalho, afirma que “nos últimos 20 anos, o eucalipto teve uma expansão de 26% no Vale do Paraíba”.

Para abastecer as indústrias de papel e celulose, o eucalipto vem mudando o perfil agroeconômico da região e já é cultivado em praticamente em todos os seus municípios, substituindo culturas já tradicionais, como a pecuária leiteira.

Carvalho explica que o cultivo do eucalipto ocorre principalmente nas encostas dos morros, em áreas que, devido às dificuldades para a produção agrícola, acabaram sendo abandonadas pelos proprietários ou em locais de pastagens e que são boas para o cultivo do eucalipto.
A decadência da pecuária leiteira tem levado os proprietários de terras a trocar as pastagens, muitas vezes degradadas, pelo cultivo do eucalipto, devido à crescente demanda de papel e celulose.

As maiores ‘florestas’ da espécie estão localizadas nos municípios de Paraibuna (10.380 hectares), Natividade da Serra (10.000 ha), São José dos Campos (13.245 ha), São Luís do Paraitinga (6.500 ha), Silveiras (6.200 ha), Taubaté (6.158 ha), Redenção da Serra (4.000 ha) e Pindamonhangaba (3.400 ha). (IEA, 2007)

Nos municípios de Jambeiro, Santa Branca, Caçapava, Cunha, Monteiro Lobato, São Bento do Sapucaí, Queluz e Jacareí o cultivo da planta varia de 1.000 a 3.000 hectares.
Em 2006 a área cultivada com eucalipto na Região Administrativa de São José dos Campos, (área de 16.268 km² que compreende 39 municípios, incluindo os 32 da porção paulista do Vale do Paraíba) era de 83.406,36 hectares, ou aproximadamente 834 quilômetros quadrados, 5,13% da área total. (Secretaria de Economia e Planejamento, 2003) e (IEA, 2007).