boas observações da vida.

a boa história não precisa de mais nada que rotina e sensibilidade de enxergar e contar coisas simples. harvey pekar é o cara.

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julian cope sobre sabbath e malevolência

As the first four Black Sabbath LPs attest, some of the greatest folk music of the past hundred years has been played not on traditional acoustic instruments, but channelled through solid slabs of wood with names such as Gibson and Fender etched upon their hafts. While so-called folk artists of the ‘50s and ‘60s mostly concentrated on (rescuing from obscurity then) singing rebel songs of the recent centuries, the actual cataloguing of today’s event was left to a select few rebels who were affected enough by the dystopian alienation of urban and suburban life to actually mention it. In this way, Black Sabbath’s own canon has contributed vastly to late-20th Century myth, from their more general 20th Century folk themes (space travel on ‘Into the Void’, marijuana as the new blessed sacrament on ‘Sweetleaf’) to far more specific current folk tales, such as fleeing from murderous skinheads (‘Fairies Wear Boots’), and (best of all, surely) in Geezer’s clever nursery rhyme interpretation of ‘Iron Man’, poet Ted Hughes’ post-WW2 Cold War new-myth.

http://www.headheritage.co.uk

voz do mar, rio, corrego, riacho ou tubulações

esses dias coincidiu de ouvir isso e ler isso:
foi o primeiro som que se fez ouvir? foi a carícia das águas. o oceano dos nossos ancestrais encontra-se reproduzido no últero aquoso de nossa mãe e está quimicamente relacionado com ele. oceano e mãe. ondas fustigadas na ressaca, arremessando as primeiras rochas, enquanto o anfíbio surge no mar. e embora ele possa, ocasionalmente, dar as costas às ondas, nunca escapará de seu encanto atávico. “o homem sábio deleita-se com a água”, diz Lao-tsé. todos os caminhos do homem levam à água. ela é o fundamento da paisagem sonora original e o som que, acima de todos os outros, nos dá o maior prazer, em suas incontáveis transformações. – Murray Schafer

agora quase dá pra entender o nome do blog.

aprendi e nunca mais volto

é confortante pensar isso, mas não vale nada. comi mal e paguei caro pra ficar num lugar barulhento. tenho carinho por alguns lugares que sempre volto, mas também tenho mania de tentar novos por algum detalhe que chama atenção. o de ontem já havia notado pela frequencia quase única de orientais velhos, todos tomando grandes cumbucas de macarrão ensopado. o mesmo motivo também me deixou acuado de entrar. é claro que os velhos não querem um muleque no restaurante. mas entrei e foi o que aconteceu, não vale a pena. hoje entrei com ressaca brava numa lanchonete restaurante que passo na frente todo dia quando venho pro trabalho. eles mudaram a fachada do lugar, modernizou um pouco e agora vive cheio na hora do almoço. não sei se as pessoas vão lá porque não conhecem outros lugares e não tem referência de comida e ambientes melhores. mas andando meia quadra dali existem várias boas opções.

nem músico nem fotógrafo

flama em 2003. e já havia passado da hora de te falar. pena que pouca gente ouviu ou entendeu. talvez porque era em inglês. vamos de novo, ainda tem público.

http://sites.google.com/site/musicaeanimais/musica/00_-_Flama_-_St._Anger.mp3?revision=1

You can try to pull the strings but you won’t control me

I refuse to be what would make me the smartest guy I’ve ever seen I know what’s cool in your world and that’s just what I refuse to be

how cool is to pretend you’re the smartest people in the world
and how fuckin’ cool is to actually believe that

as semanas podiam ser numeradas

espera pelas férias da faculdade por todo semestre. é quando vai dar tempo de fazer tudo que não dá agora. tem música pra terminar e gravar, livros pra ler, uma pesquisa inteira e mal começada, exercícios, tomar sol, talvez umas roupas novas, evitar restaurantes e cozinhar todos os dias. nas férias não faço nada disso ou começo, só um pouquinho e mal feito. é cretino quando você pode fazer o que quiser e pouco faz. mas quem tem essa merda de organização? eu vejo pouca gente assim. tem gente que se engana e se convence que está super dentro dos prazos, sempre. o segredo pode ser fazer pouca coisa por vez. prioridades chama isso. mas e ai, quem define? devia dar pra simplesmente ir fazendo, sem parecer atrapalhado ou que releva assuntos importantes. esses dias eu assisti o homem do braço de ouro. o coitado do sinatra queria tocar sua bateria, mas tinha que jogar cartas pra garantir grana pra sua mulher inválida e pro pico. um diabo sem chance de escolher, geralmente isso que é discutido. problemas pra escolher ninguem tem. e pra falar disso me comparo com o fodido do sinatra. até me sinto melhor.