Miller never believed the truth to derive from a precise notation of facts and events, but instead from the flood of images that are unleasehd in his imagination by these facts, from what he finds within, from what he wants to give of himself. He would agree that “nothing is ever more lifelike than our imagination, but pure imagination.” Or else, “We can only capture truth through the power of the imagination.” One can lie and tell the truth, one can tell the truth and lie. His lies contains the truth of what he wants to say about himself.
There is therefore no contradictions, no incompability, between truth and fiction, between what is authentic and what is imagined. The flight of the imagination begins at the very moment of perception. One could say of Miller what was said of Celine: “The reality that he depicts is the hallucination that reality provokes.”

Musica em 2011

Ano passado eu comecei isso dos discos mais ouvidos do ano. Talvez seja bom manter a experiencia. Pra ficar aqui como registro.

Se os discos do ano passado embalaram dias de calor, achei que seria besta so’ dizer que os desse ano passam frio. (Passam). Mas coletivamente o que mais me marcou em musica esse ano foi testar o que funciona como trilha pro meu role de bicicleta. Seja indo trabalhar, voltando beudo pra casa ou a tarde no parque. Os listados abaixo funcionaram, repetidas vezes.

Morphine – Like Swiming
Uma coisa boa que eu aprendi recentemente e’ ouvir menos musica. Ate’ lembro de alguem me dizendo sobre “musica na hora certa”, mas nao prestei tanta atencao na ocasiao. Quando aprendi a gostar de Morphine, foi pelos discos Cure for Pain e The Night. Respectivamente indicados por Wash de Souza e Marcos Brabo. Depois tive sorte, nao sei porque razao, de nunca ter curiosidade de buscar ouvir os demais. A beleza toda mora quando e como o acaso te faz trombar com uma proxima perola. Like Swimming e’ o disco do Morphine favorito do meu amigo R. Ikenaga, quem me convidou e recebeu pra vir morar em Londres. Foi o disco que ouvimos entre e durante ensaios, divagacoes e perambulacoes, e que falou/soou bem, na hora certa. Isso aconteceu principalmente antes do Japa vazar e do frio chegar.

Tamaryn – The Waves
Eu comecei a ouvir Tamaryn bem no inicio do ano, ainda quando tava em Mocambique. Sinceramente agora ja nao sei se acho tao bom. De qualquer forma e’ bonitao e bem produzido. Guitarra (timbre) e o lance melodico sao legais. As vezes e’ quase pesado. E o visual femme inigmatica mais as fotos isolation research sao legais tambem.

Arrigo Barnabe
Clara Crocodilo descendo a Mare Street de bicicleta as 5 da tarde. Por do sol amarelo de fim de verao e vento contra na cara. Tambem fazendo pizza na cozinha do pub.

Itamar Assumpcao
Alguns albuns – Beleleu, 2 dos Pretobras e o disco com o Nana. Me encanta o senso ritmico melodico da voz, assim como o timbre grave e velado. As letras sao engracadas e inteligentes numa medida boa (se chamar policia, a boca espuma). Apesar da banda Isca de Policia original ser obviamente mais rock e interessante, os ultimos discos tem a producao limpa e criativa. Nos bons momentos soa moderna e simples (como o disco com nana).

Jorge Ben – Tabua de Esmeralda

Mundo Livre S.A.
Faz alguns poucos anos que eu tenho algumas musicas favoritas do Mundo Livre. Por vezes mostro pra algum amigo ou outro, mas em geral (Ana Paulo e Gallo sao excessoes) nao agradam os mais proximos. Talvez porque o Banguela Records e Mangue Beat marcaram a minha geracao, pra bem ou mal. E o Mundo Livre carrega forte o ranco. Entao esse ano eu ampliei consideravelmente esse punhado de musicas, apreciando a interpretacao desencanada e das letras: A expressao exata, Terra escura, Quinto elemento, E avida se fez de louca… Detalhe que eles lancaram disco novo em 2011, devidamente abaixado e nao apreciado.

Belong – Common Era
Acho que quem me despertou pra essa historia de shoegaze atual foi o senhor Bruno Alexandre. Cosmar ja tinha me falado da vertente Black Metal da parada, mas com isso eu sou mais cetico. O negocio e’ que o Belong nesse disco atingiu um mix foda de producao e musicalidade. Soa sujo e melodico de um jeito que eu pessoalmente gosto.

The men – show
E’ o punk rock estilizado pra funcionar como “lo-fidelity, drugged out, shoegaze”. Em disco e’ ok, mas ao vivo principalmente funciona. Soa pesado e forte, vivao. Aaalto e nada polido. Mas e’ isso, punk rock estilizado. Nada de novo. O que pode servir pra um publico saudosista de coisa velha, mas que nao quer copias. Ou o que deve rolar mais, eles fazem algo ja feito pra um publico que nunca teve contato com isso e acha super original. Em geral o povo compara (e a banda incentiva) com Spacemen 3. Normalmente e’ mais punk rock, mas a musica L.A.D.O.C.H. (que nao e’ essa abaixo), do ultimo disco, soa como uma banda sludge dos 90 tocando My World My Way, do Infest.