Miller never believed the truth to derive from a precise notation of facts and events, but instead from the flood of images that are unleasehd in his imagination by these facts, from what he finds within, from what he wants to give of himself. He would agree that “nothing is ever more lifelike than our imagination, but pure imagination.” Or else, “We can only capture truth through the power of the imagination.” One can lie and tell the truth, one can tell the truth and lie. His lies contains the truth of what he wants to say about himself.
There is therefore no contradictions, no incompability, between truth and fiction, between what is authentic and what is imagined. The flight of the imagination begins at the very moment of perception. One could say of Miller what was said of Celine: “The reality that he depicts is the hallucination that reality provokes.”

Bona

É uma cerimônia fúnebre que a família organiza assim que um parente morre. Também se repete de tempos em tempos para comemoração de 5, 10 anos da morte da pessoa querida. Têm comida, muita bebida e música.

São muitas pessoas cantando, todas livres para escolher a próxima canção de acordo com o que sentir apropriado, e que será cantada por todos, mas liderada pela pessoas que escolher. Na gravação perde-se a emoção desse fluxo, que é quase um jogo, tanto de escolher e liderar a canção, como da surpresa que os outros sentem por aquela escolha.

A música é cantada, geralmente pelas senhoras, e acompanhada de batuques, normalmente tocado por homens. Durante a festa essa distinção pode ser quebrada: algumas senhoras tocam o batuque muito bem, ou lembram como se toca uma distinta canção; já os homens causam gargalhadas quando entram na roda onde as mulheres cantam e dançam.

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Moçambique. Maputo e Tete

Faz um pouco mais de duas semana que cheguei em Moçambique. Eu não sabia nada, nada, sobre o país antes dessa viagem. Tem sido tudo novo. Todas paisagens, pessoas, lugares, sons, sabores… Por conta do horário dos vôos, passei 2 noites na capital Maputo, o que foi pouco tempo para construir uma impressão melhor. É uma grande cidade que me pareceu interessante. Tem periferia pobre, prédios antigos no centro, universidades, shopping center, restaurantes gran finos. Quero voltar logo e trago uma descrição melhorzinha. As pessoas tem me falado bem de lá. A ‘mão inglesa’ é adotada no país, os carros tem direção do lado direito e dirigem pelo lado esquerdo da rua.

Mas meu destino e atual residencia é Tete, capital da província de mesmo nome. A cidade é conhecida por ser a mais quente do país. Fica bem no centro de Moçambique, próximo ao Malawi, Zimbabwe e Tanzânia. Aqui passa uma importante estrada do sudeste africano, o que coloca a cidade num importante eixo de transporte rodoviário. Tete é dividida pelo Rio Zambeze e todo esse volume de transporte tem que passar sobre uma ponte já antiga, que atualmente passa por reformas. Diz-se por aqui que a ponte foi avariada na época das guerras por quais o país passou. O esquema adotado agora, durante tais reformas, é que durante mais ou menos meia hora passam numa direção, meia hora noutra. Um caminhão somente passa por vez, cada vez que a ponte abre numa direção. As 23 horas a ponte fecha e abre as 6 da manhã. Uma grande fila (bixa, como dizem aqui) de caminhões é constante atravessando a cidade.

a única atitude digna de um homem superior é o persistir tenaz de uma actividade que se reconhece inútil, o hábito de uma disciplina que se sabe estéril, e o uso fixo de normas de pensamento filosófico e metafísico cuja importância se sente ser nula.

6 de janeiro, 2009

pra sair da praia tem que atravessar um longo bosque fechado, baixo e verde bem escuro. parece um pouco com um túnel, a claridade é bem peneirada pela mata. e quando finalmente termina, do bosque para frente e em todos os sentidos, se abre um campo enorme e muito plano. uma horda de búfalos ocupa o lugar, a perder de vista. os mais distantes são só pontos escuros no horizonte metade pra baixo verde claro vibrante-metade pra cima cinza azulado. nao tem vento nem nada e se você ficar quieto, vai ouvir o único som do ruminar.

atravessando

as densas florestas, ele logo chegou ao coração das montanhas e ali se instalou, entre árvores e regatos, ouvindo as canções dos pássaros e cercado por bonitas flores, para praticar seu voto de oração, vigília e jejum. vestido com escassas roupas feitas de capim e pele de corça, ele se alimentava de folhas secas e frutos caídos das árvores, e a cada mes reduzia sua ração, até que no quarto mês pode viver somente de ar, sem ingerir nenhum outro alimento. com os constantes banhos e a purificação, sua cabeça parecia um relâmpago. ele podia ficar dias e dias com os braços levantados, sem se apoiar, até a terra começar a tremer com o calor de sua penitência.