Toda essa água


baixa constancia
Maio 24, 2009, 2:31 pm
Arquivado em: música e animais


sem querer acabou soando ao estilo dead western.

e alerto tambem sobre Marxperience, blog e podcast de Leonardo Marques, figura carismática e articulada que vem entrevistando amigos para trazer a tona lembranças cobertas de lições de vida, entremeando excelente qualidade musical.
e tem o programa que eu participei.



tem a versão remasterizada do reign in blood, e como é uma experiência agradável redescobrí-lo. a forma mais indicada para isso é usando-o como trilha sonora de um enfrentamento, tanto faz do quê. eu gosto de fazê-lo contra a cidade, e transpô-la à minha vontade, rasgá-la e atravessá-la. é meu desafio.

mesmo sem te-lo comprado em 86, é talvez o disco que mais ouvi na vida. lembro que foi já em cd, em mais um reembolso postal da loja rock machine (encartado em quarquer nº de rock brigade pelos 90s), junto de camisetas mal teladas e demais artefatos metálicos, quando morava em campinas/sp ou tubarão/sc.

a tal da experiência na rua nao requer nada de mais, só talvez que umas cervejas e um bom cynar a potencializem. e garantio que a sequencia altar of sacrifice e jesus saves não será a mesma. to lembrado que já recomendei sabbath como desculpa para entorpecimento de alguns (sem nomes), mas thrash metal funciona tão bem quanto. gostei como criminally insane ganha realismo e o vocal salta na cara. percebi até certa rouquidão, como voz forçada depois de exaustivo esforço. nem parece mega cleanproduction de rick rubin.

é interessante como um disco já tão acostumado (no sentido de quando ouvir mal perceber música, mas lembranças que essa traz), consegue ganhar reinterpretação apenas pela releitura da produção, sem notar nenhuma nota a mais, afinal todos riffs, solos, sílabas e levadas são decorados e fazem parte dessa nuvem que é a experiência anterior de repetidas milhões de audições em situações diferentes.s



Abril 18, 2009, 1:32 pm
Arquivado em: música e animais, viagem, video



andar na rua
Abril 17, 2009, 7:53 pm
Arquivado em: cidade, controle a paranoia

Para Raban a cidade não pode mais ser relacionada à imagem de uma enciclopédia, como faziam os modernistas em via de categorizar e hierarquizar os tipos urbanos, mas um “caderno de rabiscos” seria mais apropriado como exemplo do demasiado complexo “labirinto, formado como uma colméia, por redes tão diversas de interação social orientadas para metas tão diversas”. Na cidade cria-se mais ampla liberdade de ação, que deixa de exigir uma rígida formação de identidade, para favorecer uma personalidade fluida. Completa afirmando que dessa forma, para o bem ou para o mal, a cidade convida seu morador a refazê-la, a consolidá-la numa forma em que se possa viver nela. “Decida quem você é, e a cidade mais uma vez vai assumir uma forma fixa ao seu redor. Decida o que ela é, e a sua própria identidade será revelada”.



Abril 9, 2009, 2:28 am
Arquivado em: chove flores, copio

a única atitude digna de um homem superior é o persistir tenaz de uma actividade que se reconhece inútil, o hábito de uma disciplina que se sabe estéril, e o uso fixo de normas de pensamento filosófico e metafísico cuja importância se sente ser nula.



Março 11, 2009, 7:47 pm
Arquivado em: acidentes naturais, gis

howlinwolf
em visita, howlin wolf vem contar que são terras entre mato grosso do sul e são paulo. entretanto entrete-se entre black metal e também sons próximos da terra mais experiências visuais e sensitivas.



deixar de fazer e esperar e deixar de esperar e fazer
Janeiro 28, 2009, 6:29 pm
Arquivado em: ainda nisso?, cant control the paranoia, música, necrophobic


dez/08 – jan/09



desassossego
Janeiro 23, 2009, 11:28 am
Arquivado em: cant control the paranoia, copio

o único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios.



pra não parecer mentiroso
Janeiro 14, 2009, 11:21 pm
Arquivado em: I solation, chove flores, paisagem

cimg1994



6 de janeiro, 2009
Janeiro 11, 2009, 6:01 pm
Arquivado em: chove flores, descrição, sons e animais

pra sair da praia tem que atravessar um longo bosque fechado, baixo e verde bem escuro. parece um pouco com um túnel, a claridade é bem peneirada pela mata. e quando finalmente termina, do bosque para frente e em todos os sentidos, se abre um campo enorme e muito plano. uma horda de búfalos ocupa o lugar, a perder de vista. os mais distantes são só pontos escuros no horizonte metade pra baixo verde claro vibrante-metade pra cima cinza azulado. nao tem vento nem nada e se você ficar quieto, vai ouvir o único som do ruminar.